Engenho e Arte

. .. . 31.10.04






Por 15:00




. .. . 14.10.04

São, São Paulo!

Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini
Adoniran Barbosa (1910-1982) e Paulo Vanzolini (1924). Fotos de Iolanda Husak
e Carlos Pousada. Arte: Elifas Andreato. © 1972 Abril Cultural. Clique para ampliar.





Pafunça

(Adoniran Barbosa e Oswaldo Moles, 1965)


Pafunça, Pafunça
Pafunça, que pena, Pafunça
Que a nossa amizade virou bagunça

Pafunça cabou-se a sopa
Que tu dava pra eu morfar
Pafunça cabou-se a roupa
Que eu te dava pra lavá
Hoje vivo no abandono
Dum vira-lata sem dono
E pra me judiá, Pafunça
Nem meu nome tu pronunça

Pafunça, Pafunça
Pafunça, que pena, Pafunça
Que a nossa amizade virou bagunça

O teu coração sem amor
Se esfriô, se desligô
Até parece, Pafunça
Aqueles alevador
Que tá escrito
Num fununça
E a gente sobe a pé
E para me judiá, Pafunça
Nem meu nome tu pronunça

Pafunça, Pafunça
Pafunça, que pena, Pafunça
Que a nossa amizade virou bagunça


Ouça aqui um trecho, com Adoniran





Praça Clóvis

(Paulo Vanzolini, 1967)


Na praça Clóvis
Minha carteira foi batida
Tinha vinte e cinco cruzeiros
E o teu retrato
vinte e cinco
Eu, francamente, achei barato
Pra me livrarem
Do meu atraso de vida
Eu já devia ter rasgado
E não podia
Esse retrato cujo olhar
Me maltratava e perseguia
Um dia veio o lanceiro
Naquele aperto da praça
vinte e cinco
Francamente foi de graça.


Ouça aqui um trecho, com Chico Buarque




Por 01:21